terça-feira, 30 de agosto de 2011

Confiei e alcancei

Eline Souza (João Alfredo)

Eu perdi o emprego e isso me deixou muito triste. Morava com a família do meu marido, Júlio, e as coisas estavam muito difíceis. Certo dia, a loja do meu esposo foi roubada por um rapaz de 16 anos, que ainda tentou roubar a Igreja. Ele foi pego e levado para o conselho tutelar. Ao falar com a psicóloga, o jovem agradeceu, foi para casa e se matou com veneno de rato.

Apesar de, a princípio, ter ficado com raiva (questionava-me por que ele havia feito isso comigo), confesso que fiquei me sentido culpada. Angustiada, acusa-me o tempo inteiro, não conseguia tirar isso da cabeça, não conseguia dormir, comer, fazer nada; fiquei atormentada, chorava muito, minha família ficou muito preocupada comigo, meu marido não agüentava mais. Nesse tempo, algumas pessoas me aconselharam a ir para casa de rezador, catimbozeiro, centro espírita. Ao falar com meu marido sobre o assunto, ele me perguntou: “Qual é a tua religião”? Eu disse : “católica”. “Então vá para a Igreja rezar”, respondeu ele. Foi quando minha vizinha me convidou para ir ao louvor. Se eu não gostasse, disse o meu esposo, eu poderia procurar outro lugar.

Fui, gostei e não deixei mais de participar dos encontros. Lá, conheci uma grande amiga, chamada Diva, que me ajudou bastante e me encorajou a não desistir da caminhada. Foi ela quem me apresentou a Comunidade Crux Sacra. Com o tempo, tornei-me Apóstola da Divina Misericórdia. Fui bastante criticada por isso; diziam que eu estava com fanatismo; minha mãe queria me levar ao médico, mas eu disse a ela com fé: “se eu não ficar melhor indo para o louvor desta semana, eu vou para o médico e tomarei o remédio que ele indicar”. No louvor, a pregadora convidou as pessoas a se aproximarem da Imagem de Nossa Senhora para clamar a sua intercessão. Fui e pedi, chorando, que ela intercedesse por mim junto a seu Filho, Jesus Cristo. Mesmo com uma fé tão pequena, eu acreditava que Ele podia me curar; e mesmo que eu não recebesse a graça naquele dia, eu iria continuar louvando, adorando e clamando por sua infinita misericórdia. Neste momento, enquanto clamava diante da Imagem de Nossa Senhora, eu repousei e chorava bastante. Após essa experiência, não senti mais nenhuma dor; apenas felicidade, porque me sentia muito amada por Jesus.

Um ano após esse episódio, eu perdi minha mãe. Foi muito difícil para mim; eu pedia muita força a Jesus para ajudar a minha família, e Ele me deu! As pessoas ficavam falando que eu iria voltar a ficar depressiva, mas eu confiava (e confio) em Jesus porque eu tinha a certeza de que Ele não havia me curado à toa. Não importa o que as pessoas dizem; o que importa é crer, confiar, pedir e amar a Jesus de todo coração.

Em 03/12/10 alcancei uma graça muito grande: a de casar na Igreja; pois era algo que eu desejava bastante, ao contrário do meu marido. Já morávamos juntos há quatro anos, e eu rezava para que Deus tocasse no coração dele. Pedi que as meninas da Comunidade também intercedessem por mim, e fiquei muito contente quando Diana disse que havia comungado por essa intenção (já que eu ainda não podia comungar). Isso me fez confiar mais.

Rezei a Novena de Santa também nessa intenção. Escutei muitas pessoas dizerem que eu nunca iria casar, mas eu renunciava a tudo o que elas diziam e proclamava: “eu creio na misericórdia de Deus; e se for da vontade do Pai eu hei de me casar”. Dois dias após o término da novena, ele aceitou se casar na Igreja; e foi do jeito que eu sempre sonhei. Embora ele não aprovasse todas as coisas que tivemos no casamento, no fim das contas, ele acabou aceitando. Foi lindo, ganhei tudo por providência de Deus. Muito obrigada Jesus.